Fake Sunset #3 em BH

A partir do dia 8 de outubro, a Desvio abriga o projeto Fake Sunset #3 em sua passagem por Belo Horizonte e cujo evento de abertura acontece no sábado dia 8, a partir das 15h.

O projeto Fake Sunset tem como inspiração a Califórnia e a contracultura e promove a troca de experiências entre arte, cultura, música e comportamento.

 MCD LAB

Arte, música, cultura, conhecimento e troca de experiências: com foco esses pilares a MCD criou o projeto MCD LAB. A primeira edição, em 2009, promoveu uma ocupação em São Paulo, misturando diferentes manifestações criativas e abrindo portas para novas estéticas. Em 2010, na segunda edição, o projeto foi mais longe, criando um intercâmbio com a cena cultural de Berlim, principal destino criativo da Europa, trazendo artistas e diferentes olhares para cena artística daqui.

MCD LAB#3: Fake Sunset

MCD LAB#3: Fake Sunset é um ambicioso projeto de arte itinerante que, ao longo de 2011, vai conectar diferentes galerias de arte, artistas e países. O ponto de partida é uma imagem clássica da Califórnia: o por do sol, dégradé, e o mar adornados por silhuetas de palmeiras. Uma imagem que você já viu, seja estampada em camisetas, adesivos ou shapes de skate. Um ícone da mensagem de eterno verão que por décadas emanou da Califórnia, assim como, em outro momento, a subcultura do surf agressivo, do skate ilegal e da música hardcore foi “contrabandeada” para além das fronteiras norte-americanas. Um imaginário complexo com cores vibrantes que chega ao Brasil através de filmes, revistas, discos, videoclipes e até jogos de videogame, para ser reproduzido por jovens entediados, mesmo em cidades de concreto onde a linha do horizonte (e o por do sol) é obstruída por prédios. A cultura e as condições sócias locais, o ruído de um disco gravado e regravado de uma fita K7 para outra, a barreira do idioma e uma série de outros fatores fadaram ao fracasso essa tentativa de emular uma cultura importada. Ainda bem, pois assim as lacunas são completadas com criatividade e improviso, possibilitando expressões originais, mas definitivamente influenciadas pela Califórnia.

Fake Sunset busca uma reflexão sobre a influência do imaginário californiano em terras brasileiras com uma série de exposições. Artistas brasileiros e californianos foram convidados a criar serigrafias inéditas para uma mostra coletiva, lidando com essa técnica tão usada para difundir a Califórnia POP pelo mundo, incluindo detalhes clássicos, como a camada de tinta em dégradé e a orientação horizontal (paisagem) do papel. A partir desse plano, cada artista teve liberdade para abordar sua relação particular com a influência em questão, criando uma ponte real através do por do sol falso para finalmente conectar essas comunidades criativas.

A série de exposições, que iniciou em julho em São Paulo, e já passou por Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, chega agora à Belo Horizonte, na Desvio. Além das 10 serigrafias radiantes, o evento, no dia 8 de Outubro, também vai contar com um trabalho site specific de Lucas Torres.

Artistas convidaos a criar artes para Fake Sunset: Sesper (SP), Lucas Cabu (SP), Fabio Bitão (SP), Talita Hoffmann (Porto Alegre), Anthony Nathan (Curitiba), Lucas Torres (Belo Horizonte), Alberto Monteiro (Rio de Janeiro), Aiyana Udesen (EUA), Matt Furie (EUA) e Jeremy Fish (EUA).

Blog/site – alimentado diariamente pelos curadores com material do projeto e sobre os artistas. http://www.mcdbrasil.net/mcdlab

Belo Horizonte
Galeria Desvio
8 de Outubro
a partir das 15h
Instalação de Lucas Torres

exposição até 5 de Novembro

Rua Tomé de Souza, 815 (sobreloja), Savassi
Belo Horizonte – Minas Gerais

odesvio@gmail.com

 Artistas

Lucas Torres (Belo Horizonte, MG – Brasil – http://www.flickr.com/lucasv)
Um dos grafiteiros mais atuantes de BH, Lucas Torres ficou conhecido por pintar pássaros icônicos pelas ruas. Mas suas linhas largas vão muito além, traçando um universo que é ao mesmo tempo particular, com um estilo identificável de longe, e global, remetendo às raízes do graffiti wild style, aos personagens de jogos de video game e aos mascotes de produtos massificados.

Alberto Monteiro (Duque de Caxias, RJ – Brasil – http://www.anti-usual.fotoblog.uol.com.br)
Começou a produzir fanzines entre 1988 e 1999, depois de experiências com óleo sobre tela. Colaborou com quadrinhos e ilustrações em diversos fanzines e agregou fanzineiros de todo o Brasil. Terminada a experiência como esse tipo de publicação, voltou à pintura, agora sobre papel.

Anthony Nathan (Curitiba, PR – Brasil -www.flickr.com/anthony_nathan)
Com raízes nas subculturas do skate e do graffiti, Anthony atua como artista e designer, geralmente misturando esses dois universos. Seja nos muros de Curitiba, usando o pseodônimo “Aus”, ou em estampas para marcas de streetwear independentes, suas formas geométricas e paleta de cores são facilmente reconhecidas e admiradas.

Alexandre Cruz “Sesper” (São Paulo, SP – Brasil – http://www.sesper.com)
Artista plástico, fanzineiro, designer, videomaker, curador, vocalista da banda Garage Fuzz e sócio-fundador da primeira galeria de arte urbana do Brasil, a Most. Colecionador e pesquisador de pranchas de skate dos anos 1980 e 1990, Sesper produziu RE:Board, um documentário e série de exposições sobre a arte desenvolvida nesse suporte. Participou de diversas exposições de arte ao redor do mundo.

Fabio Amad “Bitão” (São Paulo, SP – Brasil – http://www.flickr.com/fbitao)
Ex-skatista profissional, está envolvido com skate há mais de vinte anos. Desde os anos 1990 desenvolve um trabalho de fotografia dedicado a registrar o estilo de vida e a cena do skate nacional e internacional, figurando em diversos editoriais de revistas ao redor do mundo. Em 2008 lançou o livro 365 Graus e percorreu o Brasil fazendo lançamentos e exposições. Além da fotografia, desenvolve trabalho de arte talhando pranchas de skate usadas.

Talita Hoffmann (Porto Alegre, RS – Brasil – http://www.talitahoffmann.com)
Formada em design gráfico, participou de diversas mostras coletivas no Brasil e em países como Estados Unidos, Austrália, Finlândia, Espanha e Inglaterra. Foi vencedora do concurso/exposição “A Novíssima Geração”, realizado pelo Museu do Trabalho, em Porto Alegre, que visava revelar novos talentos das artes plásticas, e como prêmio realizou sua primeira individual, intitulada “Campos e Antenas”. Seus trabalhos misturam folk e naïf com um repertório crescente de personagens incomuns.

Lucas Valente Cabu (São Paulo, SP – Brasil – http://www.flickr.com/cabu_valente)
Lucas Valente, também conhecido como Cabu, é um artista multimídia. Fanzineiro e videomaker, iniciou sua carreira registrando a cena punk/hardcore de São Paulo. Passou de pequenos documentários despretensiosos sobre arte e música para trabalhos comerciais com bandas estabelecidas. Dentre seus projetos em andamento, no comando da produtora Lowtown, estão um DVD da banda Boom Boom Kid e um documentário sobre a produção artística na cena hardcore brasileira dos anos 1990.

Jeremy Fish (San Francisco, CA – EUA – http://www.sillypinkbunnies.com)
Um dos principais nomes da arte emergente do underground californiano dos anos 1990, Jeremy Fish fez suas criações insólitas viajarem o mundo através das páginas da lendária revista de skate Slap, onde mantinha uma coluna ilustrada fixa. Também difundiu sua criatividade através de shapes de skate, camisetas, toys e até um vibrador, enquanto desenvolvia uma produção paralela para expor em galerias de arte.

Aiyana Udesen (San Francisco, CA – EUA – http://www.aiyanaville.com)
Aiyana Udesen é uma artista que se formou e vive em San Francisco, EUA. Seu trabalho remete, em técnica, à retratos rápidos feitos em praças de grandes cidades. E na temática mescla o lado mais brega da cultura pop americana, como seriados ou estrelas de Hollywood, com animais e situações bizarras. A estranheza aumenta com suas combinações de cores indigestas. Porém, para a artista, a busca nessas imagens é sempre pelo bom humor, pois se a obra não a faz rir enquanto desenha, então não é um bom trabalho.

Matt Furie (San Francisco, CA – EUA – http://www.mattfurie.com)
Os desenhos de Matt Furie são como retratos de uma outra dimensão, multicolorida e definitivamente bizarra. No centro de suas composições estão personagens do cinema enlatado norte-americano, da ficção científica e do terror, de séries de TV para crianças, assim como mutações inéditas mas estranhamente familiares para quem viveu e consumiu nas décadas de 1980 e 1990. Seu imaginário insólito transborda para exposições em galerias de arte, histórias em quadrinhos, produtos (como por exemplo um estranho conjunto de chá em porcelana) e até jogos de video game.

Curadoria e produção

Ana Ferraz, Tristan Rault e Lucas Pexão

Curadoria internacional

Site Fecal Face (John Trippe)

Realização

MCD

 

Acompanhe em:

Blog: http://www.mcdbrasil.net/mcdlab

Twitter; @MCD_Brasil

Facebook: facebook.com/MoreCoreDivision

Impossível arquitetura – Bruno Rios

Bruno Rios é um jovem pintor e sua exposição na DESVIO, intitulada Impossível Arquitetura, é resultado de um prêmio que o artista recebeu ao participar da Mostra!, exposição coletiva formada por alunos da Escola de Belas Artes da UFMG. Naquela ocasião Rios apresentou algumas telas e uma escultura. As peças apresentadas na Mostra!, já então bastante coloridas, abstratas, cuja confecção incorporou alguns materiais da construção civil como tijolos e massa plástica, chamaram atenção pela maturidade que o trabalho apresentava, já que foram feitas por pintor tão jovem. A convivência com o artista e a exposição que ele agora apresenta na DESVIO reiteram a impressão inicial: Bruno Rios é um jovem artista dedicado a pensar e viver o seu tempo, sua cidade e o seu trabalho.

O caminho desenvolvido de lá pra cá reflete, dentre tantas coisas, a relação intensa de Rios com sua cidade, Belo Horizonte. Observadas a partir das telas apresentadas na Mostra!, as pinturas que agora mostramos na DESVIO são ainda mais caóticas, povoadas de informação, cores, materiais. Manchas cromáticas deram lugar à linhas retas, duras, que refletem não só a arquitetura de prédios ou as faixas das grandes avenidas, mas também a dureza de viver em uma grande cidade que cresce sem o cuidado do poder público e o envolvimento da população nas questões urbanísticas. A cidade vista de dentro do ônibus, a escassez de praças e parques, o espaço público não ocupado pela população, os espaços escondidos de BH, o trânsito intenso, a falta de relações sociais mais democráticas. Tudo isso inspirou as conversas em torno de Impossível Arquitetura.

O titulo não se refere somente à arquitetura como prática construtiva, mas também como a arquitetura das coisas, das cidades, das relações que estabelecemos nelas e das dificuldades que elas nos impõem. Através do trabalho de Bruno Rios podemos pensar em relações mais abrangentes com o espaço urbano, no que se refere à sua plasticidade e também à sua “sociologia”. Refletir sobre a vida em Belo Horizonte, cidade que se prepara para receber um grande evento internacional – a Copa do Mundo de Futebol – e sobre as conseqüências das transformações que estão em execução.

Para além do espaço geográfico, que é sim bastante presente e importante na elaboração do trabalho apresentado na DESVIO, Impossível Arquitetura trata da criação de espaços de convivência e reflexão. Algumas pinturas parecem sugerir a existência de um espaço interno, particular, talvez salas, quartos, de onde sempre podemos ver a rua através de janelas. Lá fora temos uma cena urbana, caótica. Já nas telas grandes, assumem-se definitivamente os espaços abertos, grandes prédios e avenidas, rebocos e recortes de paredes mal cuidadas. Dentro da enormidade de uma cidade como Belo Horizonte, vemos pequenos recortes feitos pelo olho, pela câmera fotográfica, pela janela do ônibus, que poderiam ser cartões postais se não fossem também a denúncia de uma cidade caótica e hostil. Mensagens cifradas no mobiliário urbano, nas placas de trânsito anonimamente grafitadas, nas veias de plástico e ferro do encanamento subterrâneo, nas árvores recortadas para a passagens de fios elétricos. Impossível Arquitetura não quer decifrar estas mensagens, trata-se mais de responder a elas ao propor novos códigos, ainda mais caóticos, mas pelo menos muito mais poéticos.

Morgana Rissinger

Entre livros

 

A partir de 27 de agosto, a Desvio recebe a mostra ENTRE LIVROS que reúne a mais recente produção desenvolvida na disciplina “Aquarela II: livro de artista”, da Escola de Belas Artes da UFMG, sob orientação da professora Giovanna Martins.  Durante o semestre, dez pessoas puseram-se a investigar do que um livro é capaz em meio a reflexões e desenvolvimento de protótipos.

 

Guiados pelo desejo de compreender, explicar, descrever, ordenar, e dirigir-se ao outro se utilizando do conceito desse objeto, iniciaram a inscrição e/ou sobrescrição de signos sobre superfícies variadas, in-formando-as. Esse exercício de gravar formas em algo (in-formar) nada mais é que o gesto de livrar-se: tentativa de romper com a resistência que os objetos e o mundo exercem sobre nós, abrindo neles pequenas frestas.

 

Se um livro geralmente abriga um código unidimensional de escrita em linha, os livros em exposição ordenam e desordenam o pensamento (sempre em vertigem) no código bidimensional das imagens. Exaltam as zonas do imaginário, do mágico e do ritual, indo contra o mundo objetivo. Trilham, pois, uma espécie de caminho inverso.

 

O coquetel de inauguração acontece no sábado, dia 27, a partir das 10h, até as 14h. A mostra pode ser conferida de segunda a sexta, das 15 às 19 h, até o dia 3 de setembro. A Desvio fica na Rua Tomé de Souza, 815 – 2º andar, na Savassi.

 

A exposição conta com os trabalhos de:

 

Ademir Almeida

Daniel Schwetter

Elizabeth Finholdt

Fábio Martins

Kiu Meireles

Lucia MCLatorre

Luisa Ribeiro

LuiZ FernandoS

Marina Florindo

Michelle Paixão

Lançamento de DILÚVIO, Documento Areal 10

Sábado, dia 4 de junho, às 18h.  

Na ocasião de lançamento do livro, será exibido o filme DILÚVIO, de André Severo e Maria Helana Bernardes, seguido de conversa com os artistas. A mediação será de Daniel Escobar.

O projeto DILÚVIO foi realizado pelo JA.CA – Centro de Arte Jardim Canadá para o programa REDE NACIONAL FUNARTE DE ARTES VISUAIS, com curadoria de Daniel Escobar.

AREAL foi criado no ano de 2000, a partir de uma série de viagens realizadas por André Severo e Maria Helena Bernardes pelo interior do Rio Grande do Sul, e toma da paisagem Sul desse estado a imensidão de campos, água e areia como símbolo dos limites cada vez mais imprecisos da arte como disciplina na atualidade.


Venha e traga os amigos!

 

Coleções e (re)coleções

Abertura: dia 14 de maio, das 14 as 20h.

Exposição: de 16 de maio a 11 de junho, das 14 as 20h, de segunda a sexta. Sábados, das 11h as 14h.

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A mostra “Coleções e (Re) Coleções” é resultado de um processo iniciado nas aulas de Expressão Gráfica VI, no Curso de Design Gráfico da Escola de Design da UEMG, de agosto a dezembro de 2010.

Uma das questões abordadas era o deslocamento do ato criativo – do âmbito da “criacão”, “desenho” ou “produção” de imagens, para o âmbito da coleta e edição.

Com o passar do tempo, pesquisas pessoais surgiram, marcadas pela diversidade de abordagens e formas de realização, pelo aflorar de olhares pessoais, muitas vezes revelando uma observação aguda e crítica de certos aspectos da cultura visual.

Alexandre Souza Lima
Daniel Gonçalves
Diego Assis Lopes
Eduardo Nascente
Elisa Castro
Érica Maldonado
Felipe Turchetti
Gabriel Figueiredo
Igor Atoine
Leandro Gusmão
Pedro Ivo
Sarah Hilbert
Valquiria Rabelo

Curadoria: Ricardo Portilho, Mariana Misk e Daniela Luz


PAISAGENS

PAISAGENS 

A exposição de Janaína Mello na DESVIO é a materialização de uma longa conversa. Alguns meses se passaram desde que começamos a pensar na mostra que agora apresentamos ao público, composta de Paisagens e Ciclotramas. O passar do tempo modifica as coisas, e foi isso que observamos nesse período de preparação: mudanças.
As Paisagens, formadas por fitas de tecido trançadas inicialmente  em um padrão contínuo de composição, que resultavam imagens abstratas e cheia de cores, se transformaram em Salas Silenciosas que configuram um cenário enigmático, através da simplificação e depuração da técnica e de uma volta à arquitetura, ofício originalmente escolhido pela artista como campo de atuação. A mudança na técnica permite também o surgimento de Memórias Cromáticas, nas quais lembranças de paisagens materializam-se em quadros pixelados em que cor e luz procuram sugerir ao outro lugares guardados nas memórias de Janaína.
Utilizando fios, linhas e fitas de tecido, Janaína Mello articula composições cromáticas, nas quais a incidência de luz modifica as texturas – de modo a reafirmar a importância do ponto de vista do outro. A intimidade da artista com os materiais com que trabalha é antiga, desde a infância no interior mineiro. Das brincadeiras de criança  na confecção de utensílios até o presente, com a exibição na DESVIO, observamos que os materiais utilizados são praticamente os mesmos, desde sempre. A técnica artesanal, muitas vezes desvalorizada ou menosprezada em alguns ambientes da arte contemporânea, tem grande importância aqui e é em si a forma de expressão de Janaína. Com suas centenas de fitas e fios coloridos, a artista forma sempre uma trama  através da qual podemos refletir sobre o fluxo, a experiência, a transformação, o amadurecimento e o tempo.
Ciclotrama, uma grande instalação site specific,  à primeira vista monocromática, ocupa a parte central da galeria e nos fala destes fluxos. Para além da pesquisa que investiga a transformação de linha em massa de cor, os Ciclotramas de Janaína Mello (cujo material é caracterizado por sua capilaridade, somado à maleabilidade e à tensão que ele suporta) abrem-se para questões que circundam toda a dinâmica referente às relações sociais que vivemos hoje, fragmentadas, rizomáticas, mixadas em suas diversas possibilidades. O que um único fio vermelho significa em meio às dezenas de outros fios que compõe o Ciclotrama apresentado na DESVIO?

Mesmo não sendo este o ponto de partida, a exposição nos fala da noção de indivíduo, ou melhor, do outro. As Salas Silenciosas estão vazias, a espera de público, de uso. Ao se deslocar pela galeria, o observador poderá presenciar a mudança das salas, que só se mostram por completo a partir de um olhar de fora, que pode identificar diferentes gamas de cor e jogos de perspectiva conforme muda seu ponto de vista. De modo análogo, as Memórias Cromáticas atingem sua potência maior quando vistas em seu conjunto, na qual o outro é chamado a ver a paisagem/memória por detrás dos pixels.
Portanto, cá está o convite: seja bem vindo às Paisagens de Janaína Mello – e deixe-se enredar por elas.

Morgana Rissinger

 

SERVIÇO:
O QUE: PAISAGENS – Exposição de Janaína Mello na DESVIO
QUANDO: abertura: 02 de abril, sábado, às 14h
visitação: de 04 a 30 de abril
segunda a sexta-feira, das 14h às 20h, e aos sábados das 11h às 15h
ONDE: DESVIO
Rua Tomé de Souza, 815 – 2o andar – Savassi – BH
31-32610365
www.odesvio.com
http://janainamellolandini.viewbook.com

Vermelho, Dourado, Preto&Branco

A DESVIO reabre suas portas no dia 18 de março, sexta-feira, com uma exposição individual do artista gaúcho Luiz Roque, que estará presente no evento de abertura. É a primeira vez que o espaço receberá uma exposição de vídeos. Vermelho, dourado, preto&brancopermanecerá em cartaz por apenas uma semana. As visitações são abertas ao público de segunda a sexta, das 18h às 21h. A exposição Vermelho, dourado, pretro&branco, que tem curadoria de Morgana Rissinger, reúne filmes recentes do artista Luiz Roque e busca refletir sobre alguns aspectos de sua obra, como sua ligação com o cinema, o interesse pela paisagem e a criação de ficções curtíssimas, marcadas pelo humor e pela ironia. Serão apresentados quatro filmes: Projeto Vermelho (2006), Das Monster (2009), Preto&Branco(2009) e Filme Dourado (2010), obras que têm como protagonistas a cor, a natureza e a paisagem e nas quais as interferências ficcionais promovem a criação de uma realidade paralela e complementar à paisagem natural.

Luiz Roque nasceu em Cachoeira do Sul – RS, em 1979. Vive e trabalha em São Paulo, desenvolvendo projetos em filme, vídeo, fotografia e recentemente esculturas em luz neon. Seu trabalho tem sido mostrado individualmente em lugares como Paço das Artes (Temporada de Projetos, São Paulo, 2oo8) e Ateliê Subterrânea (Porto Alegre, 2oo9) e em coletivas como “Abre Alas 6” (A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2o1o) e “Video Links Brazil” (Tate Modern, Londres, 2oo7). Seu filme Projeto Vermelho foi exibido na 12a. Biennnial de L’image en Mouvement (CIC, Genebra, 2oo7) e foi incluído na seleção LÚCIDA, um panorama sobre a videoarte latino americana veiculado na televisão argentina (canal (à) em 2oo7). Projeto Vermelhoexcursionou também para o festival FIFA em Montreal e para o Centro Atlántico de Arte Moderno nas Ilhas Canárias (ambos em 2oo9). Em 2o1o participa da mostra inaugural da Fundação Vera Chaves Barcellos, “Sussurros & Silêncios” (Viamão RS) e de “Constructions Views: experimental film & video from Brazil” no New Museum (Nova York). Recentemente participou de “Ano Novo” na Galeria Silvia Cintra no Rio de Janeiro. Como diretor de arte cinematográfico já trabalhou em parceria com Beto Brant, Marco Ricca, Gustavo Spolidoro, e assina “Bruna Surfistinha”.

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